Posso Perder a Guarda do Meu Filho?

Dra. Talissa Caldonazo
Coordenação: Dra. Talissa Caldonazo · OAB/SP 438.507

O primeiro atendimento é uma consulta, com análise do caso e dos documentos. O atendimento é sigiloso.

Diversos fatores podem levar a perda de guarda, pois o objetivo é resguardar o bem-estar da criança, e quaisquer atitudes que atentem contra tal, reiteradamente, podem levar a perda.
Abaixo estão 3 motivos fortes que levam a perda da guarda:

1 – Alienação parental :

Ocorre quando um dos genitores, ou pessoas envolvidas na criação da criança, procuram desestabilizar por meios diversos a relação do filho com o outro genitor.

Muitos genitores, após se separarem, buscam se vingar do ex-cônjuge por meio do filho, tentando afastá-lo do outro genitor. Muitas vezes, se colocando como vítima e outro como um monstro; atrapalhando a convivência; mudando-se de cidade sem nenhum motivo justo; omitindo informações importantes, etc.

Quem mais sofre é a criança, e a perda da guarda serve para cessar tal violência psicológica.

2 – Condições inapropriadas :

Ocorre quando um dos genitores propicia um ambiente inapropriado em termos fisiológicos e psicológicos para o filho. Por exemplo, um ambiente sujo, perigoso, insalubre, etc.

Muitos pais não fazem questão nenhuma de garantir o bem-estar do filho, o colocando para viver em um ambiente sem higiene, com diversos objetos perigosos e até drogas ao seu alcance. Este é um fortíssimo motivo para perder a guarda.

3 – Castigar imoderadamente o filho :

O castigo imoderado é quando a criança sofre agressões verbais e/ou físicas, de maneira constante ou intensa. Muitos pais descontam suas frustrações externas em casa, nos filho, ou tentam consertar a desobediência por meio de violência, cada vez mais extrema.

As ações dos menores de idade são consequências da educação e exemplo que receberam. Exatamente por isso que existe a guarda: pela incapacidade de um menor em discernir e fazer as escolhas certas por conta própria.
Portanto, não faz sentido nenhum culpar o filho e muito menos agredi-lo, pois o mal comportamento vem de uma má educação.

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